
Momentos
Suas radiosas mãos trêmulas e sensíveis
Tem insônia e tenta correr
Ouve coisas da cama e se sente bem.
Logo, a neblina invade sua mente
Depressão sem fim corroendo sua alma
Enquanto anda, o pavor...
Por que usou os remédios que a deixam mal?
A boca da lua desperta a paranóia
Um vôo alucinado, vontade de viajar.
Pessoas dançando na rua,
fumaça pela janela.
Aterrisando na calçada da angústia
As unhas sofrem
com tanta ansiedade sem motivo.
Seus olhos ainda transmitem o amor,
Mas junto, o medo da loucura.
Sente faltas dos sonhos de quando apenas dormia.
Num brilho distante, um momento feliz:
O sol dança na silhueta do horizonte
Coração quente, ela sorri!
(Paula Cantuário/2º 2 - 2009)
Pedras de Vida
Os olhos do sol ensinam delicadamente
A andar sobre pedras na vida
Um de seus rios choram
Sem medo palavras de amor
Os lápis comentam a beleza da paixão
Robustas chuvas enriquecem esta beleza
Aproximando do amor
Ande os fracos Francesa forte
Os gatos e cachorros conversam sobre
A beleza do amor no ar
Os choros dominam a raiva
Cachorros fortalecem a compaixão
Delicados seres ensinam
A torcer pela plena paz
Pessoas e animais encontram-na
A porta em seus caminhos
(Rafael machado/2°2 2009)
SaudadeDo olhar saía raios de alucinação
Segue...foram os remédios que fizeram mal
suas mãos trêmulas e empoeiradas
uma impressão de barreira, havia medo
Mesmo assim, sorrindo vem a resposta:Estou bem!Mas olha pela janela, triste por estar sem companheiro
lembra dos olhos mas doces que já viu.
A paixão era seu sol
Ainda deseja aqueles lábios, o brilho de seu amor
Mas o vento traz ódio
Já ela não faz o que quer
o remédio e seu efeito
Já não se sente tão feliz assim.
Meu sol bonito, desejo sua felicidade
Mas meus olhos cheios de raiva querem perguntar
Um ódio forte sai de mim como fogo
Minha cabeça assiste seu desprezo
Mas a esperança faz meu coração bater forte
Sobre meu rosto sopra um vento fraco
Seu desprezo forte corre como um rio em meu coração
Seu perdão minha fraqueza , minha tristeza
Da minha boca sai um grito
Corro rápido sem esperança
E espero sua mágoa ir
(Bruna Quintino Pereira/2009)
Aquele Apaixonado
Os dedos no vento sentem-se sensíveis
E descansam
naquela cama,
O olho chora naquele que o ama,
Sua boca me recorda a paixão,
Que está no fundo do meu coração,
O meu amor é do tamanho do mundo,
E no seu amor cada vez me afundo,
O seu olhar,
Que só faz
crescer a paixão,
Faz bater meu coração.
(Israel Ruan Ferreira/2.02 - 2009)
Esperando sua volta
Minha boca segue tua perfeição
Esta vida dói por te amar
Essa paixão não está morta
Eu vou te fazer gostar de mim.
Por falar desse amor os meus olhos doem.
Os raios estão mortos
Da esperança restou a dor
E a tua perfeição não me desejou
Meus braços precisam te ter
Estes olhos vão te seguir
Esse amor não vai morrer
Esta paixão ainda me fará sorrir.
(Karen de Viveiros Dias/2009)
Ilusão
as mãos soltam raios destruindo as flores
que crescem em meio à uma neblina sem fim
onde não existe sol
a solidão grita,mas a esperança não ouve
vou viver minha vida em plena alegria
e você viva a sua, entre trovões e tempestades
que a chuva molhe esse seu mundinho seco
espero que não me procure
pois vai encontrar a porta do meu coração
fechada pra você
você pisou em meu amor
eu destruí a sua perfeição
(Natieli Castro Santos - 2009)
Felicidade e tristeza
Nos teus olhos a tristeza
é o contrário de tudo
do que há de bom
Amar e ser amado
desejo minha boca na tua
em cada objeto lembro
dos momentos que passei contigo
aquele dia em que abri a porta pra ti
e alegre eu o acolhi junto de flores
então olhei sorrindo,
com os olhos brilhando
cheios de amor
Aquele dia no restaurante,
em que estávamos na mesa,
tu me fizeste uma surpresa,
me deste um anel que tanto desejava,
e nesse mesmo segundo
de tanta felicidade,
me desiquilibrei
e caí da cadeira
Fiquei com tanta vergonha...
Nos retiramos e fomos
caminhar na chuva, tu me abraçaste...
Senti teus braços tremendo,
e assim me dizendo rimas lindas,
falando de paixão e saudade.
No outro dia,
me avisaram,
eu o perdi,
me enchi de tristezas
meus olhos encheram de lágrimas,
minhas pernas tremiam,
então olhei em minha mão
e em meu dedo o anel
tão lindo...
Tarde demais,
ele se foi.
(Jéssica Vasco / 2º2 - 2009)